E hoje estou feliz porque sei que os que lá chegaram, também, um dia, estiveram rendidos.
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Foi em meio à bagunça que me senti mais inspirada e a coragem aflorou. Mandei um e-mail e telefonei. Meu Deus! Falei com ele ao telefone. Ele sabe que eu existo. Sim, ele sabe. E mais que isso. Ele disse meu nome e respondeu quando ouviu minha voz. Me chamou de querida! Trocamos frases num diálogo certeiro, preciso. Como consegui parecer tão segura? Minhas armas de defesa andam cada vez mais afiadas. Hoje consigo chegar mais perto de uma atitude aparentemente natural sem ser blasé, sem parecer uma entojada, ou sem demonstrar algo próximo do desinteresse completo. Estou aperfeiçoando. Ou será que ele percebeu alguma coisa, talvez uma pequena hesitada na fala, uma falha na voz. Ou pior, será que me achou desencanada demais?
Tremer por dentro e manter o corpo firme por fora não me parece tão difícil. Consigo nas situações que mais me assustam, mas depois não sei dizer se passei reto por algo sem perceber. Compenetração além da conta em mim mesma, na linha reta e na pisada precisa. A imagem e a voz fixas, fortes. Por dentro, estremeço por completo.
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