quinta-feira, julho 16

Uma ralé, escória, o povo do meio-fio. À meia-noite tramando planos sem saber para quê. O sexo é médio-B, o papo termina quando estão à sós.

- Não vale uma noite inteira.

Um fracasso porque não sabem chegar à alma. Elocubrações contra o mundo porque insistem em ser diferentes. Precisam se sentir especiais, enquanto perdem a razão e a graça por um pingo de charme e muito de arrogância.

- Alminhas sem propósito!

Pragueja da janela no alto do morro antes de enrolar as pernas no lençol branco. Detesta-os porque acha que lhes faltam hormônios para colorir os pêlos.

- Aguados. A pele não tem gosto de sal, nem de açucar.

Nos segundos entre o fechar de olhos e o primeiro sonho bom, termina o dia com a certeza de que os loiros não lhe servem ao paladar. Falta cor.

Um comentário:

Luiz Calado disse...

caramba, é um texto sobre relacionamento?