segunda-feira, maio 31

depois de comer os restos da janta da noite anterior sem requentar, sentindo o gosto ocre de molho de tomate frio e meio empastado, aquele cara não conseguia formular nenhum pensamento coerente. era o sentimento novo, estranho, que o acompanharia todos os dias dali por diante.

naquela noite, ele não perdeu só uma bela foda. perdeu uma bela mulher. e isso marcaria sua vida pra sempre, mesmo que ele trate de forma banal agora, mantendo a vidinha em meio às bagunças da sua casa suja.

toda casa é o reflexo de seu morador. a dele, estava imunda.

Um comentário:

Rodolfo Viana disse...

se eu for como meu quarto, sou uma bagunça só. e tenho as paredes descascadas. rs...

belo texto, lindona. como sempre.